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O alfabeto rúnico desenvolveu-se aproximadamente no século três, nas fronteiras germánicas do império romano, ao que parece como uma simplificação e adaptação de éste pra ser utilizado no talhado de mensagens sobre superfícies tais como a madeira e a pedra. Este alfabeto foi evolucionando bastante e também modificou-se; surgiram diversas variantes, das quais as mais estudadas probávelmente são as do Futhark noruego e o Futhark Danés, que eram as dois variantes empregadas por os vikings antes de sua conversão ao cristianismo.
O nome deste alfabeto deriva de suas primeiras letras; éste contia essencial e originalmente dieciséis símbolos (f-u-th-a-r-k-h-n-i-a-s-t-b-m-l-r) e pronto provou-se incompleto pra todo tipo de expressões, com o que agregaram-se alguns símbolos mais, particularmente vogais. No entanto, estes não foram amplamente utilizados, e como resultado, a vezes as inscrições rúnicas resultam ser ambígüas em quanto a seu significado porque o leitor deve supor que sons são os faltantes em cada expressão.
É dizer, escrever em runas era algo assim como passar o tempo redigindo mensagens em base a abreviaturas. É possível entender por quê os novos caracteres não resultaram demasiado populares: talhar a madeira, o osso ou a pedra, ou gravar metais resulta trabalhoso, e o adido de mais caracteres simplesmente significava complicar as coisas.
Não se sabe que proporção da população sabia ler e escrever, mais a grande vantagem que tinha a escrita rúnica era sua praticidade, porque nessas épocas pra poder escrever um texto em latim fazia falta tinta e pergaminho, e fazer tuda uma série de preparativos, ao passo que as runas se realizavam sobre qualquer pedra ou árvore, se gostavam de fazerlo. A outra grande vantagem do sistema era sua durabilidade: as pedras e os metais podem resistir muito bem o paso do tempo, e tal é assim que os vikings deixavam mensagens comemorativos nas rochas e pedras dos locais que exploravam ou conquistavam, como monumentos.
Um aspecto interessante do futhark é que os cores eram um complemento do alfabeto; um bom escritor de runas não somente escrevia, sina que também corava suas runas, e isso tinha um valor de expressão sintática e ortográfica adicional. Em vez de empregar-se símbolos de expressão e pontuação, os cores eram os que determinavam o ritmo de leitura, as pausas, e o que hoje fazemos com os pontos, comas e resto dos símbolos auxiliares de nosso alfabeto.
Indubitavelmente houve feitiços escritos com runas, os quais geralmente relatavam-se elíptica e ambiguamente, mesmo se existe uma tendência a crer que tudo texto ambígüo ou difícil de ler em runas deve ser algum tipo de fórmula mágica. Alguns destes feitiços rúnicos escreviam-se diretamente sobre ossos humanos, ao que parece porque cria-se que dessa maneira comprometia-se a tal o qual parte do corpo no feitiço.
As runas empregavam-se pra erigir monumentos comemorativos de tudo tipo, e abundan por o antigo mundo viking mesmo se ainda não tem encontrado nenhuma pedra de runas que seja auténtica no continente americano. A escrita rúnica não era necessáriamente linhal, sina que adaptava-se ao contorno e a forma das pedras, madeiras, ossos e outros materiais utilizados.
Uma runa que nos chama muito a atenção por o estético e inteligente desenho encontra-se numa série de pedras pulidas por os glaciares em Ramsund, Suécia, que relata como Sigurd matou ao dragão Fafnir, e que fora talhada por uma mulher chamada Sigrid em memória de seu esposo, Holmger.
Neste monumento, tuda a inscrição rúnica se encontra dentro do corpo de Fafnir. Há muitos detalhes que estão perdidos acerca da escrita rúnica porque apesar de tudas suas vantagens, não se emprestava demasiado pra a inscrição de mensagens muito longos; no caso dos cores, a maior parte se perdeu com o passo do tempo, assim que o que fica é o único que nos permite conhecer acerca destes escritos, obras de arte, lendas e monumentos.
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