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Fórum Social, Chávez e o "dilema" venezuelano (II).

Por CubDest Servicio de Difusión.


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De Havana, em um discurso televisionado no qual elogiou o FSM, o ditador comunista Fidel Castro deu instruções à nutrida delegação cubana para "denunciar a ofensiva imperialista e fascista contra a revolução bolivariana da Venezuela".

Todavia, até os mais próximos aliados de Chávez percebem que seu impopular governo encontra-se ante um arriscado "dilema" e, junto com ele, as forças de esquerda que a nível internacional o apoiam. Assim manifestou-se o chanceler cubano Felipe Pérez, que viajou a Porto Alegre acompanhando Chávez, ao explicar que o desenlace desse "dilema" poderá ter grandes consequências políticas: se Chávez fosse derrotado, "seria um retrocesso histórico" de enormes proporções para o continente. Com esta declaração fez-se eco da advertência feita em Porto Alegre pelo próprio presidente venezuelano: "Do resultado do processo que ocorre na Venezuela, depende o futuro da América Latina".

Sobre o suposto apoio majoritário do povo venezuelano a Chávez, alegado por este e por Cassen, poucos sabem que nas 5 eleições e referendos constitucionais efetuados entre dezembro de 1998 e julho de 2000, a votação governista oscilou entre 2,8 e 3,7 milhões, o que representa respectivamente 26% e 35% dos 11 milhões de pessoas registradas para votar. Essa limitação, que foi cuidadosamente silenciada pelos chavistas, pode ser uma das principais razões pelas quais o presidente venezuelano mostra-se contrário a adiantar as eleições solicitadas pela oposição.

Por fim, as divergências entre dirigentes do FSM, em torno da presença de Chávez, não se devem tanto a seus objetivos socialistas, que praticamente ninguém dentre eles põe em discução, mas a seus métodos de confrontação. Estas divergências correspondem aos "bastidores" e à atual "luta de poder" no seio do FSM entre "reformistas" e "grupos radicais vinculados à extrema esquerda", importante fenômeno ao qual se referiu o jornalista Gérard Desmedt, da revista da "esquerda católica" francesa La Vie. Com efeito, a resolução dessa luta em um sentido ou outro, poderá definir os rumos do processo revolucionário em países como Venezuela, Brasil e Cuba.

Historicamente, a política de confrontação levada a cabo por setores radicais de esquerda, tem despertado reações inclusive entre setores indolentes e pacatos da opinião pública internacional. Trata-se de consequências prejudiciais para o processo revolucionário, fruto do "voluntarismo", tal como o denominou Lênin, um problema muito comentado no 3º Fórum Social Mundial. Em sentido contrário, o avanço da esquerda em velocidades mais lentas, com estratégias baseadas em palavras-talismânicas como "diálogo", "consenso", "paz", "amor", etc., teve e tem nestes momentos um poder anestesiante capaz de fazer aceitar ousadias revolucionárias que, se fossem aplicadas bruscamente, despertariam rechaços, polêmicas e até convulsões no corpo social.

Apesar de sua capacidade de articulação e poder, as esquerdas parecem avançar pisando em ovos na Venezuela, Brasil, Equador e outros países. É sintomática, neste sentido, a advertência de Frei Betto, um "teólogo da libertação" brasileiro e alto assessor de Lula, que esteve presente junto a este no 3º FSM: "A esquerda já não suporta mais fracassos", "o próprio Lula disse que não podemos fracassar, ele falou dos casos da esquerda na Polônia, na Nicarágua, no Chile... propostas populares, progressistas, que por diversos fatores foram abortadas".

Tradução: Graça Salgueiro





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